Artigo: Considerações de carreira: Mudanças
 

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Considerações de carreira: Mudanças por Eduardo Colamego

Se existe algo que constantemente faz parte de nossas vidas, é a mudança. Mudamos com o passar do tempo, passamos por muitas fases, desde a concepção, infância, adolescência, onde nosso corpo se transforma o tempo todo, e mesmo com certa vivencia continuamos a mudar, as vezes por querer, mas principalmente porque assim é em todos os setores da vida, seja profissional ou pessoal.

 

Falando no profissional, vivi e ainda vivo mudanças nesse aspecto, algumas por vontade própria, outras por vontade de terceiros (gestores mercado ou cliente). Já tive momentos onde estava com uma bela equipe formada, alinhando e desenvolvendo um ótimo trabalho, mas fui “convidado” a assumir outra equipe, nesse momento nossa parte mais acomodada nos cutuca para rejeição e a torcer o nariz, e isso ocorre com todos em determinado momento da carreira, o mais curioso é que como escrevi no início desse texto, a mudança é parte de nossas vidas e, portanto deveria sempre ser recebida de forma positiva.

 

Aprendi rapidamente a aceitar tais mudanças e enxerga-las como grandes oportunidades, não só de êxito profissional, mas também para uma evolução e solidificação pessoal. Quando nos condicionamos a essa ótica conseguimos nos reinventar nos tornando melhores em todas as áreas.

 

Vou compartilhar aqui um exemplo do “convite” a mudança ocorrido no mundo corporativo.

 

Em 2001, a Xerox, grande empresa no ramo de gestão de documentos passava por uma crise que muitos consideravam irreversível, suas ações haviam perdido cerca de 90% do valor de mercado, além de acumular dividas no valor de US$17 bilhões, diante desse quadro, todos viam como certa a falência.

 

Mas ali trabalhava Anne Mulcahy, com anos de experiência na área de RH, cuidando de estratégias de gestão, treinamento e desenvolvimento de pessoas, após uma reunião do conselho da Xerox, os membros decidiram chamar Anne para assumir a presidência da empresa. Anne nunca havia pensado nessa possibilidade e creio eu que muito menos em um momento de crise como esse. O bacana é que ela aceitou essa mudança e tomou como missão a reinvenção da empresa, nos anos que sucederam Anne trabalhou muito, fez escolhas que não agradaram a muitos, em outros momentos agradavam a maioria, mas ela sempre fez o que deveria ser feito e em 2009, após 8 longos anos como CEO da Xerox, ela anuncia sua aposentadoria com sua missão mais que cumprida.  Deixou a empresa com um cenário bem diferente do que encontrara, ela se tornou líder mundial de gestão de documentos, figurando entre as empresas mais poderosas do mundo, com ações com ótimo valor e sem dívida alguma.

 

Essa história é claro que tem proporção gigantesca em todos os sentidos, e é exatamente por isso que a escolhi para compartilhar com vocês. Não devemos encarar a mudança como o fim do mundo, não podemos crer que não vamos conseguir ou que alguém quer nos derrubar com isso. Devemos pensar que essa é uma oportunidade de mostrar nosso valor, de mostrar de que somos feitos e fazermos o melhor, é com uma ótica otimista e trabalho dedicado que construímos  carreiras e pessoas de sucesso, agora, da próxima vez que receber um convite para mudar em uma empresa, você pode até pensar no pior, mas escolha sempre acreditar no melhor e vá com tudo, vá com fé, faça acontecer! 


 

Desejo mudanças poderosas a você!

 

Foto do Autor

Eduardo Colamego

Palestrante, formado em Gestão de Recursos Humanos, cursando MBA em Pedagogia e psicopedagogia empresarial, além de possuir diversos cursos na área de gestão de pessoas entre eles, Comportamento Organizacional, Ética e Relações Humanas no Trabalho, Desenvolvimento Pessoal e Profissional, Educação Corporativa, Empreendedorismo e Gestão do Conhecimento. Trabalhou com Treinamento e desenvolvimento de pessoas para grandes operações de call center, ministrando conteúdos de grandes clientes. Supervisionou e geriu equipes de atendimento, focado em qualidade, respeito e ética no tratamento com os clientes e colaboradores, utilizando o que chama de Gestão de Consciência: "Ninguém faz nada bem feito simplesmente porque foi uma ordem direta e ponto, se não está consciente do porque, e que resultado sua ação trará, dificilmente irá realizar um grande trabalho. É preciso mostrar o propósito, só transforma-se algo em realidade através da consciência".
Como consultor, dedica-se à pesquisa e ao estudo em cenários e tendências da gestão empresarial, em temas ligados ao desenvolvimento do capital intelectual, estratégias competitivas, mercado de trabalho, perfil profissional, criatividade, inovação e a melhoria da qualidade.