Artigo: Formas de Contratação
 

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Formas de Contratação por Caio Sadayuki

Na hora de assinar um contrato e vincular-se a uma empresa, é necessário parar e refletir sobre alguns fatores, prevenindo assim, arrependimentos futuros. Por exemplo, analisar a forma de contratação e seus prós e contras ajuda bastante na hora de tomar uma decisão. Portanto, ficar por dentro das formas de contratação existentes no mercado de trabalho ajudam e muito para uma melhor escolha.

A contratação CLT é via de regras a mais procurada e favorável, não só por estar dentro da lei, mas por ser a que oferece mais vantagens e tem mais responsabilidades sobre seus contratados. Funcionários que optam por trabalhar por meio de uma contratação CLT, ganham, além do seu salário, o direito a uma porção de benefícios, tais como seguro saúde, 13º (ou 14º ), férias remuneradas, além de bonificações e horas extras. Um lado negativo do modelo é o fato de ter 27,5% de impostos direcionados aos cofres públicos.

A contratação PJ (Pessoa Jurídica) acontece quando o funcionário possui à sua disposição uma empresa e a prestação de serviços de um contador. Um ponto importante que faz toda a diferença na carreira profissional do contratado, é o fato desta forma de contratação não conceder o registro na carteira de trabalho, sendo o contratado assim, obrigado a emitir notas como sócio de Pessoa Jurídica. É também uma alternativa feita para que a empresa não seja obrigada a oferecer os benefícios da CLT, citados anteriormente. Contudo, o modelo carrega um imposto geralmente reduzido para 14% e um salário líquido maior para compensar. O contratado, por sua vez, tem seus direitos e pode reivindicá-los, afinal o trabalho é efetuado e seu salário, pago mensalmente, havendo portanto um vínculo empregatício. Essa prática de empregabilidade é tachada de ilegal. 

A CLT-Flex é uma versão mais compacta da CLT, onde o contratado recebe alguns dos benefícios, tais como o 13º, o FGTS e férias, além de registrar a carteira de trabalho. A grande sacada da empresa está no registro da carteira de trabalho, pois o contratado registra-a com um salário inferior ao que seria calculado (a diferença pode alcançar até 50% do salário total) e compensado com ajudas de custo, tais como auxílio transporte e de alimentação. Não é uma forma de contratação bem-aceita e recebe várias reclamações por parte dos funcionários, que acabam saindo no prejuízo.

Existe ainda o Sistema Cooperativista, que consiste na abertura de uma cooperativa, alegando que o contratado é um cooperado. Na realidade, a situação de cooperativa nem sequer existe, visto que um cooperado não recebe nenhum tipo de ordem por parte do empregador e tem participação direta na empresa. Tecnicamente, tem similaridades com o PJ e também pode dispor de benefícios. No entanto, são mais fiscalizados e caso haja a ocorrência de problemas judiciais, pode sobrar para o contratado. 

Por último, existe a contratação de freelancers, onde o "contratado" efetua trabalhos sem vínculo empregatício e preocupações com impostos. Por outro lado, na maioria das vezes, não existe nenhuma comprovação de renda ou benefícios inclusos.

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Caio Sadayuki

Caio Sadayuki, redator freelancer há 1 ano, já tendo também vasta experiência na área de tradução e interpretação por quase 2 anos, falante de 6 diferentes idiomas e amante compulsivo por viagem, escrita, filosofia, jornalismo, bem como por qualquer forma de comunicação interpessoal e permuta de informação ou costumes raciais, que ultrapassem barreiras culturais indo além do sistema padronizado e das expressões comportamentais do cotidiano costumeiro