Artigo: Redes sociais no processo seletivo
 

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Redes sociais no processo seletivo por Fernando Paixao

Atualmente existem aproximadamente 46 milhões de brasileiros usuários de redes sociais, e este número aumenta gradativamente segundo pesquisas. Esse número é aparentemente fantástico, se levarmos em consideração de que existem aproximadamente 53 milhões de pessoas que são usuários frequentes da internet hoje no país de acordo com a NetView. Com tamanha proporção, muitas áreas passaram a utilizar a internet a seu favor, inclusive de formas que grande parte da população talvez desconheça.


Uma das formas que um dia possivelmente possa ter sido considerada inusitada e atualmente é bem comum, é utilizar as redes sociais como parte do processo de seleção de candidatos a uma vaga de emprego. Afinal, por que não? Já que nas redes sociais onde grande parte desses candidatos demonstram seus interesses, gostos e atitudes diante daquele universo, realizando uma pré-análise do perfil mesmo, fazer uma sondagem mais abrangente, e até mesmo observando o perfil desse candidato na rede como um currículo. A quantidade de dados pessoais (e profissionais) nas mesmas permitem as empresas a fazerem esse tipo de análise

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Eventualmente isso ocorre e funciona a modo de poupar tempo nos processos de seleção, assim como os dinamiza de certa maneira. Graças às vantagens que as empresas notaram em usar a internet para tal e a oportunidade notada, o Linkdin, rede social totalmente voltada para a utilização profissional foi criada, podendo o usuário nesta, inserir todas suas experiências e conhecimentos, para manter contato com outros profissionais e empresas, maximizando suas chances de contato com elas.


Por outro lado, essa nova cultura profissional, se é que assim podemos chamar, pode estar ou vir a incomodar alguns usuários das redes sociais que não são diretamente ligadas a algum cunho profissional, tal como o facebook entre outras, pois poderiam ficar inibidos de usufruir da maneira como bem desejassem de suas páginas, perfis e afins.


Imagine só: um cidadão posta algumas fotos de maneira mais "a vontade" ou então faz citações que possam parecer bem ofensivas para um público qualquer de visitantes; e quem eventualmente faz uma visitinha em sua página é uma empresa muito séria e modesta onde o mesmo está participando de um processo seletivo. O que os recrutadores poderiam pensar num caso deste? Ou como utilizariam essas informações em seus processos de contratação?


Em todo caso, utilizar bom senso e cuidado sempre será uma ótima opção para não acabar dando má impressão atoa, já que nossos perfis podem acabar se tornando o nosso primeiro contato com o mercado de trabalho.

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Fernando Paixao

Fernando Paixão, redator freelancer há dois anos, poeta e escritor, com participação em antologias publicadas em vários países, com um livro publicado. Amante da arte e do conhecimento, tem a poesia como a coisa mais importante para si.